domingo, 6 de fevereiro de 2011

Beijando o sapo


Um grande número de mulheres estão namorando caras achando que podem mudá-los ou transformá-los no homem que ela querem que eles sejam. Seria muito melhor procurar por um homem que seja o que vocês esperam. Meninas, se ele é um sapo, você não conseguirá transformá-lo em um príncipe encantado. Você precisa seguir em frente. Eu não sei o que há na psique feminina que faz com que as mulheres pensem que o cara será diferente quando ele estiver casado.

Se você não gosta do fato dele não ser um dedicado seguidor de Jesus, ou que ele fuma ou é um pateta, ou o que quer que seja (você preenche o espaço em branco), mas acha que por alguma "força mágica cósmica", ele vai ser diferente assim que casar, você está enganando a si mesma. Mulheres dizem que querem um homem confiável e temente a Deus, alguém com um bom emprego e uma mãe maravilhosa, mas namoram um cara que fica na cama e assiste televisão ao invés de ir à igreja, que não pode manter um emprego estável, e cuja mãe é uma bruxa. Elas acham que essas coisas irão embora, que não importam ou que podem mudá-lo. Estas senhoras estão dentro de uma tonelada de insanidade.

Primeiro, certifique-se de que suas expectativas são realistas. Se a lista inclui um cara que parece um deus grego, é um milionário, adora gatos, tem uma Fada como mãe, canta como Pavarotti e tem toda a Bíblia memorizada nas 3 traduções, você provavelmente não vai encontrá-lo! Seja realista e depois veja quais são os pontos que destoam. Talvez sejam os futuros sogros, ou problemas de saúde, ou valores como a profundidade e comprometimento de sua fé. Você tem que decidir o que pode e não pode viver com, ou viver sem! Mas não se iluda em pensar que aquelas coisas que lhe incomodam e que você não gosta, não importarão durante a estrada matrimonial. Elas vão importar e você vai acabar se perguntando se a estrada que você pegou era um desvio pelo inferno.

Eu frequentemente escuto as mulheres falando de todas as coisas erradas que se passam com o cretino que estão casadas. Quando lhes pergunto se ele fazia essas coisas antes de se casarem, a resposta é quase sempre...sim! Por favor, pense bem! Se você não gostava dessas coisas antes, então o que te fez pensar que seria diferente depois que "SIMs" fossem ditos? É inexplicável (e até ridículo) o que passa no cérebro de uma mulher que diz: "Mas eu posso mudá-lo!" Homens não pensam dessa forma. Na verdade, a maioria dos homens não querem que a mulher por quem se apaixonaram mude nem um pouco depois do casamento! Eles estão perfeitamente satisfeitos em ter a sua noiva do mesmo jeito para sempre!

Você não pode transformar um homem no que você quer que ele seja ou a versão idealizada do que você gostaria que ele fosse. Você precisa encontrar aquele que melhor se adeqüe ao seu molde ... e ele ainda não vai ser perfeito! Haverá sempre coisas no casamento que fazem os homens e mulheres enlouquecerem. Novamente, certifique-se de que suas expectativas são realistas. Se o cara não fizer o tipo, não pense que você pode fazer um "Marido Extreme Makeover" nele. Você só vai trazer muito sofrimento para si mesma e ao pobre que você está tentando remodelar.

Dr. Brian De Marco
Pesquisador do comportamento humano, fundador do “Men and Woman´s
Brain Institute” é autor de diversos livros inclusive os best-sellers “Caixas e
Fios – Guia Prático do Comportamento Masculino e Feminino” e “Como
Manter-se Casado e Não Matar Ninguém”.
Palestrante do ERC - Encontro de Recém-casados.

Acompanhante no parto

Acompanhante no parto
Estudos científicos comprovam: a presença de um acompanhante no momento do parto traz diversos benefícios, como diminuir as taxas de cesárea, diminuir a duração do trabalho de parto, diminuir os pedidos de anestesia, além de ajudar a evitar a depressão pós-parto e influenciar positivamente na formação dos laços afetivos entre os membros da família. Assim, podemos concluir que a presença de acompanhante no parto traz benefício para todos: para a criança, para a gestante, de certa forma para toda a família e também para a equipe médica que realiza o parto.
Com esta idéia em mente, foi sancionada a lei n.º 11.108/2005, que altera a Lei do SUS (Lei nº 8.080/90), para garantir às mulheres que darão à luz o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.
O curioso sobre esta lei é que nem todos a conhecem. Resultado: médicos que se recusam a permitir a presença do acompanhante e gestantes que não sabem do direito que elas têm.
É bom reforçar que a lei abrange apenas os hospitais do SUS e seus conveniados. Apesar disso, os hospitais particulares também estão obrigados a permitir a presença do acompanhante, já que está em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada N° 36, DE 3 DE JUNHO DE 2008, da ANVISA, a qual dispõe sobre Regulamento Técnico para Funcionamento dos Serviços de Atenção Obstétrica e Neonatal, cujo item 9.1 prevê que “o Serviço deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.“
Alguns hospitais particulares já têm tomado esta iniciativa, alguns permitindo a presença de acompanhante sem qualquer custo (o que é louvável), outros concedendo o benefício após o pagamento de uma taxa (o que, na minha opinião, é proibido, já que o hospital não pode cobrar do usuário para cumprir uma norma). Porém, segundo experiências relatadas por membros da ONG Amigas do Parto (www.amigasdoparto.org.br), os lugares onde se encontra a maior resistência ao cumprimento da norma está justamente nos hospitais públicos, os quais, vale repetir, são obrigados por lei a permitir a presença de acompanhante. O fato é incentivado, se observarmos que a lei 11.108/2005 não prevê uma punição para aquele que se recuse a cumprir a lei, o que certamente a torna menos eficaz.
Então, o que fazer diante da recusa do médico em permitir a presença do acompanhante nas ocasiões previstas?
1- Conversar com o médico e citar a regra (pode ser que ele não saiba e, dessa forma, você estará ajudando para que o profissional se informe). Seja firme e argumente com clareza. Mencione a lei do SUS e a RDC 36/2008 da ANVISA. Alguns médicos dizem que a regra só vale para partos normais. É mentira. A regra é válida para qualquer parto;
2- Caso o médico ainda assim se recuse, busque a diretoria do hospital para que tome as providências no sentido de fazer com que a lei seja cumprida;
3- Caso não dê certo, infelizmente, não haverá alternativa a não ser buscar a ajuda de um advogado de confiança para que tome as medidas necessárias caso a caso e
4- A partir daí, o usuário deverá reclamar nos seguintes órgãos: Ministério Público, CRM, Ministério da Saúde (para hospitais públicos), ANS (para hospitais e planos particulares), ANVISA, PROCON (para hospitais e planos particulares), bem como requerer junto ao plano de saúde o descredenciamento daquele profissional, quando for o caso. Procure a ajuda de um advogado para realizar estes atos também.
Seria saudável levar ao hospital uma cópia da Lei do SUS e da RDC 36/2008 da ANVISA, bem como trazer consigo um gravador e testemunhas, o que nem sempre é possível, já que, dependendo do parto, pode não haver tempo para isso. Meu conselho é que se faça um “kit parto” com este material e guarde junto com as coisas que serão levadas para a maternidade.
Como diria o “Rei Sol” Luís XIV, “o Estado sou eu”. Ele estava certo. O Estado sou eu, o Estado é você, o Estado somos nós. Devemos fazer cumprir as regras, sejam elas leis ou resoluções. É uma ótima oportunidade para exercer a cidadania. Cabe a cada um de nós fazer acontecer. Mas é necessário agir com muita cautela, já que é um momento delicado. Afinal, uma criança está para nascer. Nunca é demais lembrar que a demora na realização do parto pode trazer danos irreversíveis para a criança, tornando ainda maior os prejuízos materiais e morais, tanto para a criança, quanto para a família que a recebe.
A presença do pai é muito importante neste contexto, pois a sua companheira certamente não terá condições de agir, devido à sua condição, que inspira cuidados. Isto torna o pai protagonista do nascimento, mais partícipe, além de permitir a transmissão de força à mulher, trazendo para si condições para uma paternidade responsável, além de oferecer uma experiência que nenhum homem poderá ter em sua vida senão através da mulher: algo profundo e poderoso e transformador. E, quem sabe, lhe dá mais coração e engajamento futuro.
Fonte: http://papointimo.terra.com.br
Colaboração do advogado e consultor jurídico Rafael Felício Júnior.
drrafaelfeliciojr@yahoo.com.br.